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Portal do Sertao in Foco
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São João dos Sertões, começa no Forró da Imprensa - Ano I
O Forró da Imprensa, vem para se consagrar como a melhor prévia junina de Arcoverde. No próximo dia 19 de maio, o Esporte Clube vai ficar pequeno para a grande festa do Jornal Portal do Sertão, em parceria com o colunista social Adriano Ferreira. No nosso primeiro ano do forró, ganhamos um apoio de peso, a rádio Itapuama Fm - 99,3 .
A melhor festa com as melhores atrações, você só irá encontrar no Forró da Imprensa: Trio Nordestino, Os Pariceiros, Chiquinho de Belém e Maciel Melo.
Vendas de mesas: 9631-0571 / 9127-4553
Postado: 23:00
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Cultura popular para todos
Polo de Cultura Popular, em Arcoverde, fechou o FPNC inaugurando ações de política de acessibilidade
A Praça Pereira Cruz, no bairro São Miguel, estava com uma decoração diferente na noite do último sábado (14/04). As árvores ganharam adereços coloridos que ressaltavam a cultura do coco tão forte no local. Eram tamancos de madeira customizados e saias que deixaram de compor apenas o figurino dos grupos de coco da cidade para enfeitar o cenário do Polo de Cultura Popular na sua despedida do Festival Pernambuco Nação Cultural do Sertão do Moxotó em 2012.
Os objetos do figuro do coco, que ganharam a denotação de adereços, foram produzidos pelos próprios coquistas durante a ação de difusão “Experimentação lúdica com tamancos de coco – Customização”, realizada na tarde de ontem (14/4) pela Assessoria de Design e Moda da Secretaria de Cultura do estado. “Nossa proposta é dar conhecimento para os coquistas poderem transformar seus tamancos em souvenir, assim como as saias customizadas. E no caso da saia, o mais importante foi ensiná-los a fazê-las com o corte godê”, esclareceu Cecília Pessoa, assessora de Design e Moda.
Eram 20h quando o anfitrião do polo, Cícero Gomes, chamou a primeira atração: Mestre Pombo Roxo. O grupo de coco de Olinda trouxe para o público arcoverdense o coco do litoral, regido pela voz de Severino José da Silva, ou Mestre Pombo Roxo, que, aos 61 anos, lidera o grupo de coquistas.
Mestre Pombo Roxo durante apresentação no Polo de Cultura Popular, em Arcoverde (foto: Roberta Guimarães)
Interessante foi perceber um pequeno detalhe durante a apresentação de Mestre Pombo Roxo: embora ele use uma cadeira de rodas, o ritmo e a animação do seu coco não o deixa diferente de nenhum outro grupo. “Estar na cadeira de rodas não impede de nada, eu continuo com o coco porque sem ele a vida não tem graça”, enfatizou Mestre Pombo Roxo.
Durante esta edição do FPNC, a Secult/PE inaugurou a ação de política de inclusão na sua política cultural, e a vinda do Mestre Pombo ao Moxotó foi fruto desse novo trabalho. “A tocada de Mestre Pombo Roxo em Arcoverde é o símbolo do diálogo que estamos tendo com a Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência – SEAD”, explicou Alexandra Lima, coordenadora de Cultura Popular e Tradicional da Secult/PE. A inclusão da acessibilidade para ela é algo que deve ser incorporado não só às ações da Secult e da Fundarpe, mas ao próprio cotidiano das pessoas. “Esse trabalho com artistas da cultura popular que tenham algum tipo de deficiência é uma forma de mostrar para o público que eles também não devem se limitar por isso, mas participar das ações culturais e de formação que estejam acontecendo no seu município”, frisou Alexandra.
A festa no Polo de Cultura Popular ainda contou no último sábado com o forró rabecado de Balão Popular, grupo arcoverdense que levou grande parte dos presentes a arrastarem o pé. E para encerrar a noite de São Miguel, foi a vez de o anfitrião do polo, Seu Cícero, reunir seus coquistas e subir ao palco com o Samba de Coco Trupé de Arcoverde.
Enquanto o Samba de Coco Trupé de Arcoverde estava dando o ritmo da dança, a movimentação da Praça Pereira Cruz foi intensa. Os jovens coquistas Diogo Vinícius, 9 anos, Bruna Sousa, 9 anos, Eudes Diego, 12 anos, e Bruno César, 11 anos, se revezavam em dois tablados, fazendo a percussão e o ritmo do trupé com os pés. O público e Seu Cícero fizeram do polo uma grande arena de brincadeira e diversão. No final, o anfitrião arrastou todo mundo para sua casa, sede do seu grupo, bem perto dali.
Por Raquel Holanda
Postado: 12:49
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Lirinha fechou com chave de ouro a última noite do FPNC
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| Tibério Azul - FOTO JORNAL PORTAL DO SERTÃO |
Depois da Bande Dessinée e de Tibério Azul, que esquentaram a plateia, Lirinha subiu ao palco perto da 0h quando a Praça Virgínia Guerra já estava cheia de arcoverdenses ansiosos para verem o seu conterrâneo mais célebre. O artista entrou em cena batendo a mão no pulso, na primeira de muitas demonstrações de carinho que fez à cidade.
Com a música “Sistema lacrimal”, Lirinha começou a apresentar seu CD lançado em outubro do ano passado. E assim foi, uma a uma:“Ah se não fosse o amor”, “Ela vai dançar”e “Sidarta”. Até que na quinta música, veio “Morte Vida Stanley” do seu segundo dos três discos que fez no Cordel. Se nas músicas recém-lançadas podia-se ouvir um couro, nesta se ouviam gritos empolgados e saudosos da banda que acabou em 2010.
“Eu amo a Ângela Ro Ro”, declarou Lirinha antes de cantar “Valete de Paus”, canção que fez para a musa, que, aliás, canta no seu disco. Ro Ro não foi a única a receber homenagem. O show foi dedicado a Lula Côrtes, falecido no ano passado e que também participou do projeto, tocando cítara na faixa “Adebayor”. Cênico como de costume, o vocalista mantém a dança dos braços soltos e o sotaque, que dialogam muito bem com o sample que ele mesmo usa e com tantos outros sons eletrônicos constantes dos sintetizadores de Igor Medeiros.
Quase em transe, o público cantou “Os oim do meu amor” , quando Lirinha relembrou os ex-companheiros de banda Clayton Barros e Emerson Calado, que também estavam em Arcoverde no FPNC. Depois de uma hora de show, quando o público gritou pelo bis, Lirinha tocou mais uma de Cordel, “A matadeira”, e depois deu lugar ao projeto Original Olinda Style.
Unindo as bandas Eddie e Orquestra Contemporânea de Olinda, o projeto fechou a noite e o festival com muita animação. As já conhecidas “Maranguape“, “Baile de Betinha“ e “Pode me chamar que vou“ ferveram a praça. Ainda mais com a participação do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, que cantou três músicas no finzinho.
O DJ Patrick Tor4 encerrou a festa, já na madrugada do domingo.
Coreto
Na tarde deste mesmo dia, mais cedo, Arcoverde recebeu também o Maracatu Batuque do Sertão, Nume – projeto de Emerson Calado, ex-integrante do Cordel – e Cacau Arcoverde e Treminhão no palco Coreto, na Praça da Bandeira.
Na tarde deste mesmo dia, mais cedo, Arcoverde recebeu também o Maracatu Batuque do Sertão, Nume – projeto de Emerson Calado, ex-integrante do Cordel – e Cacau Arcoverde e Treminhão no palco Coreto, na Praça da Bandeira.
Por Chico Ludermir
Postado: 12:48
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Palco de Sertânia mandou o recado
Silvério Pessoa e atrações locais encerraram, na madrugada de hoje, a grade de shows do FPNC na cidade
Por Cirlene Leite
Na última noite de atrações no palco do FPNC em Sertânia, o forró pé-de-serra de As Severinas surpreendeu. Não pelo já esperado talento das meninas, mas pela idade. Monique, Marília e Isabele, todas com 19 anos, poderiam estar tocando guitarras e baterias, mas preferiram a sanfona, o triângulo e a zabumba. As três se transformaram em As Severinas meio que por acaso. Numa festa em São José do Egito no ano passado, elas pegaram seus instrumentos, começaram a tocar e chamaram a atenção dos convidados. “As pessoas perguntavam se era um conjunto, e a partir daí começamos a pensar seriamente nessa possibilidade”, conta Isabele, a trianguista de As Severinas. Já Munique sempre gostou de tocar e ganhou da mãe a primeira sanfona aos 10 anos. Aos 14, já tocava feito adulta e quanto a Marília, herdou do tio avô o gosto pela zabumba. Em maio, As Severinas completam um ano.
Helton Moura e o Cambaio levaram ao palco uma mistura de estilos e ritmos; “um rock cosmopolita”, como se auto-definem. O grupo é de Arcoverde, com DNA na poesia. Por isso, nas apresentações lembram um pouco de Xangai, Elomar, Lirinha. Mas foi no poeta Zeto, de São José do Egito, que Helton Moura foi buscar inspiração, e o show em Sertânia foi uma síntese desse trabalho. “Somos todos sertanejos, nos criamos ouvindo cantorias e poesias, era natural que fôssemos beber da mesma fonte”, argumenta Vertim Moura, guitarrista do grupo. Por isso mesmo, a empatia com o público, sobretudo mais jovem, foi imediata.
O show de Silvério Pessoa apresentou um pouco do seu trabalho mais recente: o disco “No grau”, que ele leva para a Europa (França e Bélgica) em julho e que o público de Sertânia teve o privilégio de conhecer. As letras das músicas do artista são leves, retratam o cotidiano e passeiam por lugares pernambucanos, como Vitória de Santo Antão, Tabira, Jaboatão ou Recife. “Sou do cafundó do mundo/ Eu sou das brenhas do interior/ Sou de Pernambuco, eu sou”. Canções que pedem paz entre os povos e até no futebol (“Sonho com um jogo sem brigas entre torcidas”), demonstrando outra paixão além da música. Ao Festival Pernambuco Nação Cultural, Silvério conferiu uma missão: “Ele tem uma função praticamente pedagógica de fazer conhecer e refletir o que se produz em Pernambuco. Dá a oportunidade dos pernambucanos descobrirem sua própria cultura”.
E para encerrar o palco da primeira edição do FPNC do Moxotó, em Sertânia, nada como um filho da terra. Cezar Amaral, irmão de Cristina Amaral, fez um show regado a muito forró e transformou a Praça de Eventos num grande baile. Uma despedida com gostinho de quero mais.“Todo o meu trabalho está muito relacionado com essa região, com Sertânia, daí a minha proximidade com o público daqui, mesmo morando no Recife desde 2004”, disse o artista, procurando justificar a identificação dos conterrâneos com o seu trabalho.
Postado: 12:35
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FIÉIS LOTAM FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA
Pelo menos 20 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, participaram hoje à tarde das celebrações da Festa da Divina Misericórdia, em Serra das Varas, zona rural de Arcoverde. Organizada pelo Padre Adilson Simões, a festa atrai fiéis de todo o Nordeste. Mais de 50 ônibus lotaram o pátio de estacionamento, sem falar das centenas de carros particulares, vans e lotações que chegavam a toda hora.
Entre os presentes à festa estavam o deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB), o prefeito Zeca Cavalcanti (PTB), o Governador Eduardo Campos (PSB) e a ex-deputada e agora ministra do TCU, Ana Arraes e demais prefeitos de outras cidades. O governador e comitiva chegaram por volta das 10h no CEDEC. Após visitarem toda a área e verem as obras em andamento no local, inclusive da Casa do Mel, as autoridades participaram da Santa Missa sob um sol de mais de 38º C, protegidas por uma grande tenda montada no local da celebração.
Fé, religião e turismo se misturam numa das já consideradas mais importante festas religiosas de Pernambuco.
Fotos: Jornal Portal do Sertão (Émerson)
Postado: 23:49



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